terça-feira, 18 de novembro de 2014

#embuscadopão

O pão é um bem essencial à vida e um dos alimentos mais antigos na história da comida. Eu gosto de pão, tu gostas de pão, ele gosta de pão, nós gostamos de pão, vós gostais de pão e eles gostam de pão. O mundo inteiro gosta de pão, seja ele caseiro ou de forma, com sementes ou integral, acompanhado de manteiga ou de doce da avó. É um facto.

Tal como o mundo inteiro, eu e a minha amiguinha Raissa também gostamos. E gostamos muito. Como tal, algures na semana passada, quando regressávamos de um passeio de final de dia na Baixa-Chiado, queríamos muito umas torradinhas, ou quiçá umas tostinhas. Vivendo juntas na Casa das Princesas e sendo que já eram 21h30, decidimos ir em busca do pão na zona circundante da nossa casinha (ponto 1: Dizer "zona circundante" é espetacular; ponto 2: Usar diminutivos dá um toque amoroso a quem simplesmente está a falar de pãozinho). Na nossa busca intensiva, começámos por procurar um senhor no metro que soubesse de um café aberto. O dito cujo indicou-nos uma rulote. Mais precisamente uma rulote daquelas onde os senhores veem futebol e a senhora que faz as bifanas usa uma toca com o cabelo de fora. Decidimos não optar por isso e continuámos. Passámos por um restaurante de pita shoarma que há aqui atrás, mas o cheiro das batatas fritas e os senhores na esplanada não nos entusiasmaram e, mais uma vez, continuámos a busca. Encontrámos um café aberto e todas as nossas últimas esperanças foram depositadas naquele café. Até àquela altura já tínhamos posto da hipótese de fazer ovos mexidos ou salgadinhos para compensar, mas aquele café foi a esperança. Quase que corremos até ele com receio que fechasse, já salivávamos a pensar numas torradas com manteiga a derreter. Chegámos lá e a única coisa que o café tinha, para além de muitas bebidas, era um folhado com aspeto de quatro dias. A fome era alguma, mas também não vamos exagerar... Ainda assim, não desistimos. Começámos a fazer o percurso para casa novamente e a pensar em tudo o que tínhamos no congelador que fosse rápido de fazer.  

Quando estamos prestes a chegar à porta, vemos um restaurante vizinho aberto. Pensámos logo: "restaurante que é restaurante, tem pão para as entradas". Dito e feito, não só era um restaurante, mas também um café que ainda tinha pão para nos vender. Deliciámo-nos com as minhas maravilhosas tostas mistas e ficámos felizes. Momento de reflexão: Afinal, a vida é feita de pequenos momentos. 


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